Friday, December 29, 2006

Biografia




Bio

Alicerces

Foi em março de 1.977 que, em meio a milhões de pseudo-indivíduos, iniciei a minha jornada para se tornar um indivíduo em plenitude. E, como qualquer indivíduo que se preze, depois de nove meses lá estava eu, dando as caras para o mundo em 18 de novembro de 1.977.

Nasci em Mococa, uma pequena e acolhedora cidade meio paulista, meio mineira, terra das palmeiras imperiais, da vaquinha Mococa, de Rogério Cardoso e de outras bizarrices. A minha terra.

Com o meu pai, Miguel, desde pequeno aprendi a dar valor nas coisas simples da vida. Ele era contador e administrava algumas fazendas do grupo F. Barretto. Viajávamos muito ao pantanal mato-grossense e ao Paraná, sendo constante o contato com a natureza. Talvez isso justifique a minha necessidade de estar na estrada. Não há nada que pague o prazer de viajar no banco da frente. Pena que carros hoje em dia andem tão rápidos que às vezes uma linda paisagem pode passar desapercebida.

Com a minha mãe, Sandra, aprendi a dar valor nas coisas simples da alma. Professora de língua portuguesa, ela também foi muito responsável pelo meu excelente desempenho escolar. Ensinou-me a ser disciplinado e, através da doutrina que seguia, o espiritismo, mostrou-me como abstrair e enxergar além das possibilidades. Ela ainda permanece tão jovem que muitos desacreditam que seja minha mãe. Costumo apresentá-la como minha irmã mais velha.

E assim a vida foi passando e, como todo moleque, aprontava de todas na companhia de meus irmãos, André (o mais velho) e o Rodrigo (o caçula), e dos meus primos mais próximos, Paulo e Helena.

Meus avós maternos também moravam em casa. A Dona Grácia mostrou-me como duas pessoas podem coexistir dentro de uma só. Era, e ainda é, um misto de bondade infinita e malícia impagável. Coisa de vó, de gente que assiste à novela. Do vô Antônio, herdei a dignidade e a satisfação que o trabalho pode trazer a um homem. Em sua oficina no quintal, meu lugar preferido da casa, a madeira se transformava nos melhores brinquedos que uma criança pode imaginar: carros de roller man, casas, peões, rampas, pernas de pau, balanços, etc. A maioria das ferramentas que ele nos deixou são usadas até hoje.

Todo mundo quer ser artista

E eu também queria. Desde pequeno posava de galã com o Ray Ban do meu pai e um fone de ouvido. O plug era o microfone. Ridículo!

Mas se um homem pudesse imaginar todas as conseqüências de suas decisões, não tomaria nem a primeira. E quando vi o meu irmão, André, se enveredando pelo mundo da música e da tecnologia, fui na cola. Já estava decidido e não sabia.

Meu pai nos proporcionou contemplar a evolução dos micro-computadores (ou seriam macro?), desde o Scopus, cujo disquete mais parecia um LP, e dos TK, que tinha os seus softwares gravados em fita cassete.

No mesmo compasso, ganhamos um teclado minúsculo. Eu já conseguia tocar algumas melodias simples, mas a minha diversão predileta era samplear os sons ao meu redor (sim, o brinquedo sampleava!) e executar melodias com eles. Valia de tudo: som de arroto, do papagaio Pité, do plin plin da Globo, de peido, de porta batendo, da cadela Mara, etc.

Algum tempo depois, começaram a acontecer alguns saraus em casa. O André e seus amigos se enfurnavam no quarto para tocar e eu ficava só “moscando”, querendo participar da brincadeira de qualquer jeito. Até que, em um belo dia lá pelos idos dos meus dez anos de idade, entrei na roda para acompanhar meu irmão. Eu tocava bateria com os dedos em um outro teclado ou em uma bateria eletrônica emprestada. Talvez esse seja o motivo do meu fascínio por este outro instrumento.

O meu pai, por tocar um pouco de violão e ser um apreciador da música em geral, tinha algumas ligações com os músicos da cidade. Dentre eles estavam os tecladistas Vitor Luciano e Granito, que sempre nos apresentavam suas novas aquisições. Eu ficava bestificado com os sons, ritmos e aquele monte de botões coloridos.

Percebendo o crescente interesse pelas teclas por parte do meu irmão e de mim, fomos presenteados com um DSR-1000. Na época foi um frenesi! Não havia nada igual na área.

Mesmo assim, eu ainda usava o instrumento para outras finalidades extra musicais. Ficava alterando a configuração dos timbres para criar novos sons e copiava as batidas das músicas eletrônicas que o André ouvia.

Participei então da minha primeira produção! O show foi no quintal de casa. O palco era a varanda da edícula. Tinha iluminação, pano de fundo (uma lona amarela com um monte de capas de discos), equipe familiar de filmagem e platéia. Como meu irmão tocou teclado, fiz somente alguns backing vocals.

Mas no final das contas, ali mesmo, no quintal de casa, pude perceber que seria muito interessante levar tudo aquilo a sério.

Sintetizando

Ainda na cola do André, passei a freqüentar aulas de órgão eletrônico com a professora Neusa Dal Rio. Ele já estava em um estágio mais avançado e conseguia ler peças simples com facilidade. Eu comecei do zero. E aquele monte de bolinhas me encheu o saco e levou-me a desistir das aulas depois de dois meses.

Entretanto não havia desistido do sonho de ser um músico de verdade. Continuei praticando e aprendendo algumas coisas em casa até que um dia surgiu o convite para integrar uma banda, o Veneno Destilado. E fui ao primeiro ensaio da minha vida, que aconteceu na casa do baixista, o Marquinhos. Ele e o guitarrista (saudoso Alexandre) ensaiavam deitados em cima da cama, eu ficava na janela e no único espaço térreo do quarto ficavam o Flávio (baterista) e os cubos.

Com essa banda fiz o meu primeiro show, em uma currutela de Minas Gerais chamada Milagres.

Estrada...

Deixei a banda após o segundo show. O repertório desagradava-me um pouco.

Algum tempo depois conheci dois caras que foram os responsáveis por grande parte da minha identidade musical: o guitarrista Rodrigo Ferreira e o baixista Ricardo Lucon. Enquanto eu ouvia The Doors, New Order, Dire Straits, Front 242 e outras coisas estranhas, eles estavam anos luz à frente e me apresentaram Pink Floyd, Yes, Deep Purple, EL&P, Black Sabbath, etc.

Montamos uma banda, chamada Lord Harbor. A proposta era simples e clara: compor e tocar rock progressivo. Nada mal para garotos de quinze anos em uma cidade interiorana.

Essa audácia rendeu comentários na comunidade roqueira e musical da cidade. E rendeu também duas demo tapes, a Sounding In Your Mind e a Shortcut to Mars. Além de tocar teclado eu também era o vocalista da Lord Harbor. Ensaiávamos religiosamente todo final de semana e fizemos algumas apresentações pela nossa região.

Estrada

Mesmo estando muito feliz com a Lord Harbor, estava querendo ampliar os meus horizontes. Comecei a procurar emprego nas bandas profissionais locais. Fui admitido na Workshop, banda que reunia os melhores músicos da cidade: Beto Costa (guitarra), André Costa (bateria) e Joca Miquinioty (baixista).

A primeira apresentação que fiz com eles foi um sufoco. Cantei La Bamba (hahaha) com as mãos nos bolsos, tamanha era a vergonha. Mas pelo menos não desafinei e me diverti muito! Mas a situação mais cômica foi que, no dia seguinte, eu não queria receber o meu cachê. Só tinha quinze anos e não entendia por que, além de ter feito um som, divertir centenas de pessoas e me divertir, ainda tinha que ser pago por isso?!

Como todos tinham quase o dobro da minha idade, aprendi muito. O Beto, que considero meu maior mestre, era linha dura e, exatamente por isso é que o meu enriquecimento musical foi muito grande nessa época. Anos mais tarde fiquei sabendo que a minha entrada na banda havia sido para dar um “aperto” no tecladista que já tocava com eles. Fizemos alguns shows com dois tecladistas, mas a vaga acabou ficando para mim.

Por ser a Workshop uma banda de baile, tocávamos todo tipo de música. Assim, a maior lição nesta banda foi que, quando se sai de casa para tocar (leia-se trabalhar), é melhor deixar o ego em casa, pois o grande barato de tocar é tocar. E tocamos muito. Foram quase quatro anos viajando em uma Kombi pelo interior de São Paulo e Minas Gerais.

Nessa época cursava o segundo grau escolar e, devido à falta de tempo, tive que abandonar a Lord Harbor. Mas para lavar a alma, existia o Rockstory, banda formada pelos músicos da Workshop, mas com uma diferença básica: nós só tocávamos o que queríamos. Até hoje a gente se reúne esporadicamente para alguma jam ou show.

Como tenho mania de registrar quase tudo o que crio, juntei material suficiente para gravar o meu primeiro trabalho solo, a demo Atomic Bride, que foi muita bem recebida pela crítica.

Buracos na pista...

Aos dezoito anos a minha vida deu uma guinada de 180 graus. A Workshop havia encerrado as suas atividades, a grana ficou curta e eu estava preste a iniciar o curso de Direito. Foi um momento muito difícil porque se eu tivesse que trabalhar (no sentido mais capitalista da palavra), a música ficaria em segundo plano, e ela sempre esteve em primeiro.

Tive que me virar. Com o Paulo Orlandi (bateria), Joca Miquinioty, Rodrigo Ferreira, Luis Braga (vocal) e o Anderson Burrone (percussão), montamos a Hangar 6 (qualquer semelhança é uma puta conicidência). Na ocasião iniciava-se uma campanha política. Fizemos cerca de 50 show-mícios e com apenas dois meses de existência a banda já estava com uma estrutura razoavelmente grande.

Foi uma fase maravilhosa. Todo mundo era dono, todo mundo se empenhava, a banda tinha uma pegada forte e uma perfomance explosiva. Para tornar o show de quatro horas menos cansativo, todos os músicos alternavam os instrumentos. Além do teclado, eu tocava bateria, baixo, percussão e cantava. Foram mais de 300 shows em quatro anos. Longos dias... longas noites...

E o acúmulo de funções administrativas da banda sobre duas pessoas (o vocalista e eu) acabou prejudicando o relacionamento profissional e resolvemos parar antes que a amizade fosse afetada.

Lado B

Em meio à toda a correria, eu encontrava tempo para tocar com outras bandas. Fui convidado para integrar a Fábrica Velha, banda de blues rock. Os shows foram poucos, mas incendiários! Em uma das apresentações que fizemos, comecei a girar a estante do teclado, me enrosquei nos cabos e foi tudo para o chão: estante, teclado, microfone e eu. Ainda bem que estávamos na última música.

Com a Fábrica Velha gravei uma demo que não chegou a ser lançada, pois a banda acabou durante a mixagem, por extrema falta de consideração e maturidade do guitarrista.

Neste período comecei a fazer alguns trabalhos em estúdio como arranjador e produtor para diversas bandas do interior de São Paulo e Minas Gerais. Com a Flávio Marx Band, auto generalizada pop rock mineiro, gravei o álbum Em Um Estado Imaginário, no estúdio do Haroldo Ferretti (Skank). As baterias foram gravadas pelo Ely e parte das guitarras pelo Cláudio Venturini (ambos do 14 Bis).

Ainda nessa época, trabalhei como free lancer para várias bandas. Eu me encontrava na fase “tiro para todo lado” pois nenhum dos meus projetos estava me dando sustento. Esses foram alguns tiros e seus respectivos alvos:

- Juke Box: rock ´n´ roll;
- Musical Som Três: casamentos, aniversários, clube para mulheres, quermesses, etc;
- Alternativa: baile e marchinha de carnaval em puteiro;
- Môdas & Mudabas: pop rock e mpb;
- Xaveco: pagode;
- Gil & Guaxupé: sertanejo;
- FEOBand: rock ´n´ roll;
- Coronel Joe: country music;
- Officina do Son: pop rock;
- Carlinhos Salvador: mpb;
- Loucur@.com: pop rock e loucura;
- Vide Bula: pop rock.

Metalizando

Do ponto de vista dos conservadores, radicais e idealistas, a minha situação estava crítica, mas o que é que eles têm a ver com a minha vida? O fato é que nunca abri mão da minha música. Enquanto eu tocava um monte de merda para me sustentar e terminar a faculdade, não havia esquecido um minuto sequer dos meus objetivos.

Em julho de 1.999 fiquei sabendo que o Angra se apresentaria em Poços de Caldas, cidade próxima a Mococa. Uma semana antes do show, liguei para um dos produtores, o Jean, para comprar ingressos. No meio do papo, descobri que ele tinha uma banda de heavy metal, chamada Victoria, e ele descobriu que eu era tecladista. O tecladista deles havia deixado-os na mão e a partir disso fui convidado para tocar com o Victoria, que seria banda de abertura neste show do Angra. Aceitei de pronto.

Acabei ficando no Victoria por dois anos. As composições eram muito boas, mas não existiam objetivos claros. Deixei a banda com grande pesar, pois era uma pena ver todo aquele potencial prejudicado pela total falta de direcionamento.

Ainda nesse ínterim gravei com algumas bandas de metal, dentre elas o Funeratus e o Spirit Heaven, e comecei a gravar o meu primeiro disco solo.

Encruzilhada

Com o fim do curso de Direito se aproximando, estava por me deparar com uma nova encruzilhada. Se eu não conseguisse me estabilizar definitivamente com a música, teria que encontrar um outro meio de subsistência.

O que se tornou o meu primeiro álbum solo, o All Night Party At Gallamauaka´s Land, era na verdade para ser um curriculum a ser bombardeado em todo o meio musical, independentemente do estilo. Além disso, era um esforço para justificar os meus oito anos como músico profissional e os cinco anos de curso de Direito, por ter sido feito sob os auspícios da Lei de Incentivo à Cultura.

Antes do trabalho estar finalizado, enviei uma monitor mix a algumas gravadoras, somente com o intuito de saber se era um disco razoavelmente bom para ser lançado. Recebi diversas propostas, mas não pude aceitar nenhuma por se tratar de um trabalho independente.

Entretanto, na mesma ocasião, o Hangar estava negociando com uma das gravadoras que havia enviado o meu disco, chamada Mega Hard. O Márcio, proprietário da gravadora, colocou-me em contato com o Aquiles, baterista do Hangar. A banda estava precisando de um tecladista para gravar algumas linhas em seu novo disco, intitulado Inside Your Soul. Recebi a demo e adorei o trabalho. Uma semana depois fui para São Paulo com algumas idéias prontas. Correria danada! Muitas partes de teclado foram feitas na hora da gravação, como a própria introdução do disco, “The Soul Collector”.

Ainda com o Hangar, participei do projeto William Shakespeare´s Hamlet e fizemos alguns shows, dentre os quais, fomos openning act para o Savatage por duas vezes.

2.001, Uma Odisséia no Espaço

Mesmo considerando o ano de 2.001 o mais importante da minha carreira, ele não tinha começado muito bem. Havia terminado a faculdade (ótimo, mas e daí?!), não havia passado no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o mercado do entretenimento no interior estava passando por mudanças drásticas. Dezenas de bandas de baile suspenderam as suas atividades e seus músicos formaram bandas menores, sem uma super produção e qualquer blah, blah, blah. Isso significa que a concorrência acirrou mais ainda, em detrimento à renda dos músicos.

Em um intervalo de tempo menor do que dois meses foram lançados os trabalhos mais importantes os quais eu havia participado até então. Foram eles o Inside Your Soul (Hangar), o All Night Party At Gallamauaka´s Land (meu disco solo), o Em Um Estado Imaginário (Flávio Marx Band), o Storm of Vengeance (Funeratus), Aria´s Kingdom (Spirit Heaven) e o projeto Willian Shakespeare´s Hamlet.

Apesar disso o cenário continuava desolador. Com todos esses lançamentos e o boom que proporcionaram ao meu nome, nada acontecia. Pela primeira vez estava disposto a desistir de meus sonhos para me tornar, quem sabe, um promotor, um delegado ou um juiz!

Foi então que em um domingo à noite recebi uma ligação do Aquiles, que já havia se tornado o novo baterista do Angra, dizendo algo como: “Fábio, a turnê do Rebirth começa na próxima sexta-feira. Como ainda não definimos quem será o tecladista, precisamos dos teclados das músicas antigas para os shows. Você conseguiria entregar isso até quarta de manhã?”. É claro que só pude responder: “Sim!”.

Levei todo o meu equipamento para o escritório de advocacia do meu pai, ao lado de casa. Só saia de lá para almoçar, jantar e buscar café, pois não podia perder um segundo na causa mais importante da minha vida. Era tudo ou nada! Na quarta-feira, às 5hs45, finalizei a última das seis trilhas encomendadas. Às 6hs00, estava entrando no ônibus para São Paulo. Passamos o dia todo mixando as trilhas e no final da tarde voltei para a minha cidade.

No dia seguinte, quinta-feira, recebi o convite para acompanhar o Angra em sua nova turnê. Cancelei todos os meus outros compromissos profissionais, rasguei a inscrição para o exame da OAB e arrumei as malas para assumir o cargo mais concorrido da magistratura brasileira, o de “tecladista de heavy metal no país do samba”.

O momento mais marcante de toda a minha história com o Angra ocorreu antes mesmo do primeiro show. Foi quando, dentro do tour bus, recebi a agenda dos shows cujo título se apresentava em forma de veredicto: “Bem-vindo à Rebirth World Tour”. Ainda segundo a sentença, fui condenado a fazer mais de 100 shows por 17 países ao redor do mundo, participar de alguns dos mais importantes programas da televisão brasileira (como Programa do Jô, Altas Horas, Musikaos, Hermes & Renato, etc), participar de um E.P., o Hunters and Prey, e de um C.D./D.V.D. ao vivo, gravado em São Paulo.

Clínica Geral

Com o fim da turnê do Angra, aproveitei o tempo “livre” que teria pela frente para concretizar outros projetos.

No começo de 2.003 fiz uma turnê pelo Brasil com o Hangar, banda a qual me tornei membro oficial no ano anterior. Detalhe: fiquei sabendo que havia me tornado um integrante quando abri uma Rock Brigade e havia uma nota sobre isso. Ninguém da banda havia me falado nada. Foi um susto muito bom!

Participei do primeiro álbum da banda Eyes of Shiva, intitulado Eyes Of Soul. Neste trabalho, além de gravar os teclados também assinei a produção.

Também gravei os teclados do álbum de estréia da banda Thalion, chamado Another Sun.

... ejoH

Tentar entender o inexplicável é uma espécie de esquizofrenia induzida, o melhor é aceitá-lo. Mas eu tenho um paliativo para justificar por que a minha estrada trouxe-me até onde estou: é porque, na verdade, eu nunca a abandonei. Acredito que as oportunidades não aparecem, mas são criadas. Portanto, já que para a expectativa não há nada além do não, faça! Mexa-se! Corra! Toque! Não deixe tocar coisas que não queira só por achar que isso irá ferir os seus “princípios” pois, no final das contas, a merda vai virar esterco.

Chega de papo. Vou curtir a paisagem porque não é sempre que se senta no banco da frente. A gente se vê na próxima parada.


4 Comments:

Blogger AVONDSTER said...

Wat jammer dat ik deze blog's niet kan lezen......
Prachtige foto's van prachtige mannen die schitterende muziek maken, dat weer ik dan wel, en wat leuk om dat hier heel toevallig tegen te mogen komen..........

super,
kusssssss

1:31 PM  
Blogger AVONDSTER said...

This comment has been removed by the author.

2:22 PM  
Blogger jessica said...

What life ...
Do not read everything ...
After I read the rest and post more

6:13 AM  
Blogger jessica said...

Fabiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Foooodaaaa viuh!!!

6:15 AM  

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